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Projeto Florestas Culturais avança para a fase das oficinas

Por Programa em 28/02/2024
Projeto Florestas Culturais avança para a fase das oficinas

Oficinas participativas são muito importantes para os processos de restauração florestal. O Programa Arboretum de Restauração e Conservação da Diversidade Florestal, com Base em Teixeira de Freitas-BA, está realizando oficinas de formação para o projeto “Florestas Culturais” na Aldeia Pradinho, Território Indígena Maxakali, município de Bertópolis –MG. O projeto é fruto de parceria com a iniciativa RestaurAccion do Serviço Florestal Canadense e está vigente desde janeiro deste ano.



Nesta etapa, que se desenvolve principalmente no mês de fevereiro, estão acontecendo as oficinas de “Mapeamento Socioambiental”, com vistas ao diagnóstico participativo afim de compreender o dia-a-dia do povo Maxakali (ou Tikimu'un, como eles de autodenominam) e refletir sobre seu território, a de “Sementes” do qual os participantes podem compartilhar conhecimentos ancestrais sobre a colheita de sementes e a de produção de “Mudas”. Sendo que as duas últimas estão sendo realizadas juntas. O conjunto de oficinas objetiva compartilhar informações que coopere para a conservação e dispersão dos elementos  naturais.




O projeto Florestas Culturais tem como objetivo fomentar e valorizar os usos e tradições ligadas à conservação e restauração da floresta nativa, especialmente para comunidades tradicionais.
Essa parceria entre o Programa Arboretum e o Serviço Florestal Canadense demonstra a capacidade de desenvolvimento das práticas de cooperação internacional para a promoção da conservação da biodiversidade e valorização das comunidades tradicionais. Este é o segundo ano dessa parceria. 



Em 2023 o Florestas Culturais atuou na implantação de 10,97 hectares de agroflorestas nos territórios indígenas Pataxó e Maxakali. Além disso, houve mais oficinas, coleta de fibras, coleta de sementes, produção de mudas e o intercâmbio cultural, que promoveu o encontro entre Maxacali e Pataxó, fato que não acorria há 20 anos, de acordo com os indígenas. Em 2024, novamente haverá plantios, oficinas e o esperado intercâmbio. Entre as novidades deste ano, está o desenvolvimento de uma identidade visual própria, com uso de elementos vinculados pelos Maxakalis à cultura e ainda a adoção do nome “Mimãtihi”, que na língua Macro-jê significa "Floresta Viva".

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